Resenha: A Menina que Roubava Livros

Oi pessoal, a dica de  hoje foge um pouco da proposta do blog… Mas eu não poderia deixar de dividir com vocês, minha opinião sobre um livro que tem muito a ver comigo. Eu sou um tanto quanto obcecada pela Segunda Guerra Mundial. Por isso à escolha do livro “A Menina que Roubava Livros” do Australiano Markus Zusak

blog_asprocopio

“Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente.”

Imagina você ler um livro que a narradora é a morte? Isso mesmo, a narradora do livro é a Ceifadora de Almas surpreendentemente simpática.

Em plena Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra Mundial (entre 1939 e 1943), com tantos afazeres, a Morte reserva um tempo para narrar a história de Liesel, uma garotinha, que já esteve cara a cara com a narradora três vezes e saiu viva de todas elas…

Numa parte da história, a morte narra como recebeu a alma de judeus mortos por Hitler:

“Por favor, acredite quando eu lhe digo que naquele dia, peguei cada alma como se fosse um recém-nascido. Cheguei até a beijar alguns rostos exaustos, envenenados. Ouvi seus últimos gritos entrecortados, suas palavras evanescentes. Observei suas visões de amor e os libertei de seus medos. A todos levei embora e se houvesse um momento em que precisei de distração, foi esse. Em completa desolação, olhei para o mundo lá em cima. Vi o céu transformar-se de preto cinza e em cor de chuva. Até as nuvens tentavam fugir, vez por outra, eu imaginava nuvens, sabendo, sem sombra de dúvida, que o sol era louro e a atmosfera interminável era um gigantesco olho azul. Eles eram franceses, eram judeus, e eram você.”

Muito nova, Liesel tem que se despedir de sua mãe de sangue, uma mulher comunista que por não ter condições de criar seus filhos resolve dá-los a adoção. Mas é então que no caminho para a casa dos novos pais, em um trem, ocorre o primeiro encontro da Morte com Liesel, que vê seu irmão cair morto nos braços de sua mãe. E é durante seu enterro que Liesel rouba seu primeiro livro: “O manual do coveiro” é o estopim para uma busca desenfreada pelo saber das palavras.

Liesel chega por fim à rua Himmel, onde passa a viver na casa de Hans e Rosa Hubberman. Ele, um pintor desempregado e acordeonista que ensina à Liesel como ler e escrever; e ela, uma dona de casa rabugenta que “carinhosamente” dá à Liesel o apelido de Saumensch (porca, imprestável).

Liesel tem uma infância comum (pelo menos ao que era comum naquela época pré e durante a guerra). Futebol à tarde, pouca comida, juventude hitlerista (que era na verdade abominada pela menina), acordeão, lavação de roupas e livros.

Grande parte do desenvolvimento de Liesel se dá com a ajuda de Max Vanderburg (um eterno fugitivo, possui respiração silenciosa e se move sem fazer barulho algum), que cometeu um dos maiores crimes que alguém poderia cometer na Alemanha nazista: nascer judeu. Em um ímpeto de desespero o rapaz de vinte e quatro anos procura Hans. É nesse momento em que você simplesmente se apega à família Hubermann. Você se surpreende, assim como a Morte, com “o que os seres humanos são capazes de fazer”.

O segundo encontro acontece anos após ela chegar à rua Himmel. Ocorre após a queda de um avião, nas proximidades da rua Himmel. A cor que a Morte enxerga nessa ocasião é o preto. Uma garatuja formando uma assinatura desordenada contra o céu cinzento. Liesel, nesse período, tem um amigo, morador da mesma rua, com o nome de Rudy Steiner. Era um garoto com cabelos cor de limão e olhos azuis esbugalhados. Fanático por Jesse Owens, tinha como objetivo conseguir um beijo de Liesel. Ela jurou que enquanto ambos estivessem vivos, ela jamais o beijaria.

Já a última vez em que a Morte encontra-se com Liesel, o céu tinha cor de sopa vermelha, borbulhante e móvel, “com migalhas pretas e pimenta riscando a escuridão”. Quem a morte leva? Essa é a melhor parte do livro… 😉

Eu me encantei com o livro antes mesmo de começar a leitura. A frase da capa me chamou a atenção. Eu queria saber o que de tão importante a Morte tinha para contar, e não me decepcionei. Ela me fez chorar diante do horror que era a guerra. Eu chorei (literalmente) com Liesel, compartilhei de sua tristeza frente as atrocidades cometidas pelo nazismo e que por vezes seguidas tinham impacto direto em sua vida.

bloger_asprocopio

PS: Sinceramente seja qual for seu estilo de leitura, acho difícil você não gostar desse livro.

E aí pessoal, quem já leu esse livro? Quero saber a opinião de vocês nos comentários!

Bjs pessoal!

Agora é a vez deles: Creepers

Oiii pessoal, como vocês estão?

O post de hoje é suuuper polêmico, mas não poderia ficar de fora!

A moda feminina incorpora a cada temporada mais artigos e peças de vestuário até então criados para o público masculino. Depois dos coturnos, oxfords e slippers (que eu ameeei), agora é a vez dos creepers serem amados ou odiados (para eles não há meio termo) pelas mulheres.

Os creepers foram criados na Segunda Guerra Mundial. O estilo do calçado foi adaptado para os soldados que se localizavam no norte da África. Eles precisavam de calçados resistentes, com solado reto e grosso de borracha por causa do clima e do meio ambiente…
Mas ele entrou para a moda mesmo em 1950. A banda Teddy Boys aderiu aos calçados e eles fizeram muito sucesso nos pés dos punks e góticos durante as décadas de 60, 70 e 80.

creepers-e1358258351200

Atualmente, os creepers apareceram em vários desfiles de grifes famosas. O calçado foi o escolhido de Karl Lagerfeld na coleção Resort 2013 da Chanel. E, vamos combinar que qualquer sapato na passarela da Chanel faz sucesso, né? Mas antes de Chanel, eles apareceram nas coleções de Outono/Inverno 2004 da Dior e na de Primavera/Verão 2011 da Prada (em uma versão com solado colorido). Aqui no Brasil, eles apareceram no desfile da Triton Outono/Inverno 2012.

creepers-000

Como usar???

Primeiramente, você deve analisar se ele tem a ver com seu estilo, afinal de que adianta ser tendência se não ornar com o seu closet, não é?
Para quem gosta e tem estilo suficiente para usá-los, fica a dica:
Se você é baixinha ou alta e quer adotar a tendência dos creepers, saiba que eles combinam com as mulheres de todas as estaturas. Basta tomar alguns cuidados na hora de escolher as peças que serão usadas com eles.
Para as altas, vale combiná-los com calças skinny usadas com T-shits, blusas e casacos longos para não ficar com aquele visual que aumenta muito os pés.
Para aquelas com a estatura mais baixa: “O fato dos creepers terem solado alto ajuda a alongar a silhueta. Porém, as baixinhas devem usá-los sempre com a parte de baixo do look curto, como as saias e shortinhos. Assim, com as pernas em evidência, a silhueta não fica achatada”.
Mas o que vale mesmo, é você se vestir do jeito que gosta e se sente bem. E não liguem para as críticas…

creepers-003

É perfeito para dias chuvosos, pois protege os pés da umidade.

creepers-007

Onde comprar???
Eu acho mais fácil comprar pela internet, e tem uns estilos de creepers em alguns sites por aí, muito bonitos. Minha irma (Luciana Procopio) me mostrou uns nos site da Dafiti (www.dafiti.com.br), que eu acho que vale a pena vocês darem uma olhada. E tem também na Passarela (www.passarela.com.br)

E aí, alguém já investiu nessa tendência??? Eu ainda estou criando coragem, analisando e pesquisando antes de sair por aí comprando sem saber se vou realmente usar.

Bjs.

PS: Dificilmente você vai usar os creepers sem ficar um tanto diferente. Mas é totalmente possível usar sem parecer algo extravagante demais. Ele é indicado para quem gosta realmente de ousar e surpreender!